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Memórias Gustativas da Chef Gloria: Carne Seca




Nas receitas do Farnel, cada ingrediente escolhido pela nossa chef tem uma história pra contar, muitos deles remetem à sua infância, aos lugares onde morou e à sua família. Hoje falaremos sobre um alimento que marcou, e muito, a memória gustativa dela: a carne seca! 

“Nas minhas origens, no sul do país, buscando mais longe nas minhas memórias lembro-me das cozinhas da área rural, onde as mantas de carne com sal ficavam penduradas nas cercas ao sol e, também, penduradas em cima dos fogões a lenha. Salgar a carne era uma forma de preservá-la na ausência de meios de refrigeração. 

A parceria da carne de sol com a macaxeira e com a manteiga de garrafa ficou inscrita na minha memória como uma agradável lembrança que aguça minhas papilas gustativas até hoje! Depois, como profissional da gastronomia, desenvolvi receitas e aprimorei o seu uso. Na elaboração do cardápio do Farnel, elegi a 'Carne Seca na Moranga' como uma das receitas que exemplifica tão bem uma matéria prima que faz parte dos pratos dos brasileiros e de paranaenses. A escolha foi acertada, a carne seca é sempre uma opção de sucesso!”.

E você já conhece esse prato adaptado pela chef Gloria? Ele pode ser pedido em qualquer dia na casa e custa R$38,90! Esperamos você!


Últimos dias dos pratos de inverno do Farnel!



Criados pela nossa chef Gloria, nossos pratos de inverno têm trazido um gostinho mais do que especial desde o mês de junho! Pena que essa fria estação, que faz a fama da nossa cidade, esteja indo embora e levando com ela nossos pratos especiais, que só serão servidos até o fim de agosto.

O Arroz de Sítio, a Quirera à Moda Lapeana e a Pinhoca são pratos quentes, bem temperados e contêm ingredientes característicos desta estação. Confira cada um deles:

ARROZ DE SÍTIO

Esse arroz é bonito de se comer, seus ingredientes de diversas cores dão vida ao prato! É uma mistura de arroz, abóbora, carne seca e pinhão, fruto da nossa Araucária, que vem sendo muito bem pedido desde junho! Custa R$29,50.

QUIRERA À MODA LAPEANA

Receita típica do nosso estado, da região da Lapa, tem um sabor especial de dois tipos de carne suína: o bacon e o lombinho. Uma excelente opção com gostinho de casa da vovó. Sai por R$27,40.

PINHOCA

Devido ao grande sucesso que fez durante o Festival de Inverno do Centro Histórico de Curitiba, a Pinhoca ficou oficialmente no nosso cardápio especial de inverno! Também, os ingredientes são de dar água na boca: aipim, carne seca, queijo e pinhão! O valor do prato é R$34,60.


Esses pratos estão te esperado aqui no Farnel até o dia 30 de agosto! Nossa casa funciona de terça a domingo, das 11h30 às 15h.

História da Carne seca na moranga, com direito a receita!




Hoje falaremos sobre um dos pratos mais bonitos e saborosos da nossa casa: a carne seca na moranga. Apesar dele ser servido em diversos formatos pelo país, já é marca registrada na gastronomia paranaense!

HISTÓRIA

A moranga, também conhecida como abóbora, era um dos principais alimentos de base dos brasileiros durante o período colonial. Segundo estudos da Embrapa, os índios já cultivavam abóbora no Brasil. Portanto, ela é um elemento legitimamente brasileiro!

A ideia de juntar a moranga com a carne seca veio dos nordestinos, grandes apreciadores desse tipo de carne. Por lá eles a comem com jerimum, uma abóbora não muito comum aqui no Sul.  

Dentre as adaptações feitas pelos paranaenses, está a troca do jerimum pela moranga e ainda o acréscimo do requeijão tipo catupiry, que dá muito sabor e cremosidade ao prato!

Ficou com água na boca? Confere a nossa receita deste delicioso prato servido no Farnel

Porção individual

Ingredientes:
80 gr de carne seca dessalgada e cozida
100 ml de molho de tomate feito em casa
02 gr de sal
02 gr pimenta do reino
02 gr de coentro
20 ml azeite
06 tomates cereja
270 gr de moranga cozida no caldo da carne seca
30 ml de requeijão cremoso
Ou Creme de queijo (4 colheres por porção)

Modo de Fazer:Dessalgar a carne seca em quatro águas. Cozinhar em panela de pressão. Retirar a carne seca e cozinhar a moranga no caldo. Desfiar e retirar a gordura da carne seca; colocar em caçarola com o azeite e temperos; quando estiver frigindo, colocar molho de tomates e tomates cereja. Deixar apurar mais alguns minutos. Montar em um prato, colocando a fatia de moranga e a carne seca em cima. Regar com o requeijão cremoso. Salpicar com cebolinha.
Gostou do que vai na receita? 
Você pode saborear este prato aqui no Farnel, com o toque especial da chef Gloria, por apenas R$38,90. Aproveite!


Fontes: Embrapa e Wikipedia.

Nossas Raízes: Cultura ucraniana



Um milhão de ucranianos vivem no Brasil, sendo a maior comunidade da América Latina. Segundo a Representação Central Ucraniano-Brasileira, cerca de 80% deles e de seus descendentes vivem no Paraná. Vindos para suprir a mão de obra no nosso ainda no século XIX, eles deixaram muito de sua cultura na nossa gastronomia!

As características da culinária desta etnia misturam o melhor da cozinha oriental e ocidental, com elementos muito bem definidos: pimentas variadas, sêmola, páprica, cebola, salsinha, cebolinha, nata, dentre outros.  

Tendo semelhanças com a culinária polonesa, seus pratos não costumam ser pesados e nem de difícil digestão, massas leves marcam essa cultura. No Farnel servimos o pierogi ao molho de nata como homenagem a esse povo! Essa massa é originária do oeste da Ucrânia e também da Polônia, aqui o recheio é de ricota e batata e com molho de nata temperado com páprica.


Além da gastronomia, os ucranianos marcaram nossa cultura na arquitetura e na arte, principalmente na poesia. Uma de nossas maiores poetisas, Helena Kolody, era filha de imigrantes ucranianos que se conheceram no Brasil.

*Fontes: Representação Central Ucraniano-Brasileira, Gazeta do Povo, Wikipedia e Tudo em Foco. 

Nossas raízes: cultura italiana




Desde a emancipação política do Paraná, em 1853, os italianos chegaram para colaborar com a construção da identidade do nosso estado. E a herança deste povo deixou ricos detalhes na gastronomia e costumes paranaenses.

Quem nunca se pegou reunido em família, com todo mundo falando ao mesmo tempo, aquela cena típica do almoço de domingo? Pois essa característica é bastante italiana. O uso de temperos muito comuns em nosso dia a dia também. Salsinha, manjericão, alfavaca, orégano, pimenta do reino e outros condimentos italianos, foram agregados a nossa cozinha.

Impossível falar de comida italiana sem falar de massa! As macarronadas são pratos marcantes nessa cultura. Segundo a Agência Italiana de Notícias, estima-se que cada italiano consuma mais de 25 quilos de espaguete por ano, sendo que os brasileiros consomem menos de 6 quilos!


No Farnel homenageamos essa importante etnia em alguns pratos. Um deles é a massa ao molho pesto. O manjericão é um dos principais temperos dessa massa, a noz pecan com as amêndoas dão um toque especial ao prato!  Também com raízes nessa cultura, temos nossa carne de panela com espaguete como opção no menu executivo de sexta-feira.

*Fontes: Agência Italiana de Notícias, The Cities, Sua pesquisa, wikipedia, curitiba-parana.net

Nossas Raízes: Cultura portuguesa




Por terem sido nossos colonizadores, os portugueses deixaram grandes marcas na identidade do nosso estado. Arquitetura, costumes e também a gastronomia sofreu bastante influência desse povo, seja em ingredientes, como em preparos!

Quando o navio de Pedro Álvares Cabral chegou ao Brasil, em 1500, a história da nossa gastronomia ganhou um novo capítulo: o de temperos. Segundo informações da rádio E-Paraná, os condimentos portugueses foram agregados à dieta dos povos indígenas e até hoje podem ser vistos em nossa gastronomia. Dentre estes temperos estão uma grande variedade de azeites, folhas e raízes, como cebola, alho, salsa, louro, alecrim, canela, açafrão.

Aqui no Farnel e em todo o Paraná, a maioria desses condimentos é muito presente. Pratos como as iscas de carne e o lombinho acebolados, que estão no nosso cardápio executivo, são exemplos. O louro também é ingrediente muito especial para dar aquele gostinho no feijão. A canela muito utilizada em nossos docinhos e por aí vai.

Inclusive é o tempero que faz com que o sal, grande vilão da pressão, seja adicionado em menor quantidade nos pratos, uma recomendação mundial para melhorar e manter a boa saúde.

O consumo de vinho para harmonizar pratos também é uma herança da colonização portuguesa. Conforme a Revista Adega, as primeiras vinícolas foram implantadas por eles e pelos italianos em São Paulo por volta de 1640 e posteriormente vieram para o Sul do País, inclusive para o Paraná, que atualmente produz ótimos rótulos desta bebida!

Além da gastronomia, esse povo deixou grandes marcas na arquitetura da nossa cidade. Muitas construções do Centro Histórico de Curitiba, onde estamos localizados, tiveram grandes influências da arquitetura portuguesa.

Nossas raízes: cultura indígena



A identidade da gastronomia paranaense é fruto das influências de diversos povos. Dentre eles, os índios foram os primeiros a construí-la, hoje falaremos sobre a suas marcas! 
Aipim, pinhão, peixe, milho, pirão... todos esses elementos, comuns nas nossas mesas, já faziam parte da dieta indígena. Os índios paranaenses tinha uma alimentação super variada e repassaram esses conhecimentos aos tropeiros e primeiros habitantes do nosso estado, desde o século XVI.

Sua alimentação tinha o aipim com base. Normalmente, eles o processavam para obter a farinha ou o utilizavam em pirão, com diversos tipos de carnes, raízes e folhas. O pirão é um prato bastante preparado até hoje, com diversas adaptações pelo nosso estado; destaca-se o com frutos do mar, no litoral do Paraná.

Fala-se que até mesmo o nosso prato mais tradicional, o Barreado, teve influência dessa cultura. O surgimento do prato é polêmico, muitos contam que os índios carijós o preparavam em panela de barro, cozinhado em fogo de chão, tampando-o com folhas de bananeira.

Além dos índios, a influência dos portugueses, alemães, poloneses, italianos e ucranianos também deixaram grandes traços! Nas próximas postagens falaremos sobre cada uma dessas influências. Acompanhe nosso blog!


*Dados: Secretaria do Esporte e Turismo do Paraná, estudos da UFPR e Paraná-online. 

Promoção de Dia dos Pais no Farnel!

Promoção de Dia dos Pais no Farnel!

O papai que almoçar na nossa casa com seus filho até o domingo, dia 9 de agosto, irá ganhar uma sobremesa de cortesia! Qualquer sobremesa da casa pode ser escolhida.

Já conhece as nossas opções?

 Estrela da casa, nosso bolo de chocolate é uma das sobremesas mais pedidas! Com uma massa super macia, um tom especial de cacau e uma generosa cobertura, é um prato que já ganhou muitos fãs! Também temos uma opção com nozes e sorvete.

Nosso doce de figo também é uma boa pedida! Receita de família, é feito no tacho que era da mãe da chef Gloria e assim, com muito carinho e talento, fica com uma textura especial. Leva cobertura de nata e crocante de noz pecan. Só de olhar a foto já da água na boca...

Existem ainda as opções opções mais "compactas". Nossos doces de colher, em seis opções: com ingredientes regionais - abóbora, leite, amendoim e coco- e os mais clássicos - café ou chocolate.

Ainda tem banana com nata, um clássico, e sorvete de creme com chocolate, que agrada todos os paladares. E aí? Já chamou o paizão para almoçar no Farnel nesta semana? Aproveita!  

Compostagem, atitude prática e sustentável!



Cada brasileiro produz cerca de um quilo de resíduos por dia. Deste total, a matéria orgânica representa 51,4%, composta principalmente por sobras de alimentos. Então, que tal aproveitar esses resíduos?  Aproveitando essa parte, já reduziríamos a produção de lixo pela metade! A compostagem é uma maneira super simples de reaproveitar as sobras de alimentos. Ela consiste em sintetizar os resíduos orgânicos para o enriquecimento do solo, podendo ser aplicada de diversas maneiras.



FAZENDO UMA COMPOSTEIRA EM CASA

Você vai precisar de uma lixeira pequena para recolher diariamente o material produzido e uma maior, que pode ficar no quintal, para ir depositando os resíduos em camadas, além de terra para alternar as camadas. Sua lixeira para a cozinha deve ter tampa, porque ninguém vai querer atrair bichinhos indesejáveis!

Jogue na lixeira menor todo o material orgânico proveniente do preparo de alimentos incluindo restos de comida, cascas de frutas, legumes e de ovos, pó e filtro de café, dentre outros. 

Agora a hora das dicas preciosas: os pelos podem ser aproveitados! Isso mesmo, cabelos que caiam pela cozinha, pelos de animais e tudo que vai direto pro lixo pode ser utilizado. Outra dica é que não é aconselhado colocar carne ou derivados de animais, como leite e queijo, pois durante a decomposição produzem mau cheiro e são os maiores responsáveis por atrair animais. Vale lembrar também que muitos talos e folhas que normalmente descartamos podem ir para o prato,  pois são grandes fontes de fibras e vitaminas. Ou seja, avalie bem o que vai ser destinado à compostagem!

Voltando ao processo, na lixeira maior você deve ir alternando camadas de terra e dos resíduos selecionados, para que seu “adubo doméstico” seja de boa qualidade. A cada 2 dias você deve conferir como está o composto, se estiver muito seco deve adicionar um pouquinho de água para facilitar a decomposição.

Voilà! Quando sua composteira estiver cheia é só esperar de dois a três dias e já pode começar a utilizar seu adubo naquele pedacinho de terra. Uma boa ideia que também tem tudo a ver é começar a sua hortinha em casa. Nada melhor do que ter temperos ou até um pé de alface em casa fresquinho, não é mesmo? 


No Farnel temos um sistema de compostagem que destinamos todos os resíduos produzidos, fazendo com que 80% dele seja aproveitado. Essa é apenas uma das atitudes que podem ajudar o mundo a ser mais saudável, faça sua parte!

Camarão com aipim, sabor com equilíbrio




Falaremos hoje sobre um excelente representante da culinária paranaense: o camarão com aipim. O primeiro é um elemento muito frequente no prato dos paranaenses do litoral e nesta receita vem combinado com o aipim, um elemento da terra, e também marcante em diversas partes do Paraná, como no interior.

Essa combinação aprimorada pela chef Gloria Vargas contrasta o gosto forte do camarão com a suavidade do purê de aipim e o toque especial fica por conta do suco de laranja que agrega sabor e um perfume de abrir o apetite.

Uma curiosidade é que esta combinação é comum em várias partes do Brasil. No Norte do país é comum juntar o camarão e o aipim num bobó, espécie de creme, e no Nordeste e no litoral caiçara como moqueca, refogando os pedaços dos dois ingredientes.


Aqui no Farnel o nosso prato caiçara com toques de vovó custa R$47,80. Venha provar! 

Batata doce e suas vantagens para a saúde


Hoje vamos falar um pouco de mais um alimento que é um super aliado da saúde e que está presente no nosso cardápio: a batata doce. Famosa por ser uma ótima aliada na hipertrofia e figurinha carimbada no cardápio dos frequentadores assíduos de academia, esse alimento também tem vantagens vão muito além de ajudar a modelar os músculos do corpo. Sua composição é rica em carboidratos com baixo índice glicêmico, fibras, ferro, potássio e nas vitaminas C, E e A; o que o faz ser um dos alimentos mais nutritivos do mundo. 



Uma grande vantagem que poucos sabem é que a batata doce possui propriedades anti-inflamatórias, sendo eficaz na cura de inflamações internas e externas. 

Os diabéticos são um dos públicos que podem se beneficiar muito dessa batata, devido à presença de uma substância chamada carotenoide que ajuda o corpo a responder à insulina e estabilizar o açúcar no sangue. O consumo desse legume ajuda ainda a combater uma série de outras doenças como artrite, artrose, enfisema, úlcera e algumas enfermidades no aparelho digestivo.

Aqui no Farnel a batata doce é uma das estrelas de quarta-feira, em nossa menu executivo. Junto com o bife rolê, farofinha, arroz e feijão o purê deste legume compõe um dos pratos do dia. Venha provar! 

História da louça no Paraná


Muitas vezes, ao comermos, deixamos alguns belos detalhes passarem despercebidos, como a louça que utilizamos durante as refeições. Na matéria de hoje falaremos sobre a história da cerâmica no nosso estado.


HISTÓRIA

Muito antes do Brasil ser colonizado, os índios já fabricavam utensílios como jarros e pratos para armazenar e acomodar alimentos. Nesta época o material utilizado era barro e argila. 

A cerâmica surge no Brasil se uma data precisa em nossa história, mas sabe-se que ao sermos colonizados, esse material tornou-se herança nas famílias brasileiras. Inclusive até hoje é costume presentear noivos com cerâmicas diversas para a casa, e essas louças são repassadas de geração em geração.

NO PARANÁ

Em nosso Estado duas cidades fazem parte da história da cerâmica no Brasil. Apesar de hoje Campo Largo ser conhecida como a capital da louça, foi a cidade de Colombo que recebeu primeiramente o título, pelo menos 40 anos antes. Não se sabe ao certo a data em que as porcelanas começaram a ser fabricadas no Paraná, mas acredita-se que elas surgem na década de 1880 trazidas por um imigrante italiano que encontrou por aqui a matéria-prima, o caulim (tipo de argila branca) e conseguiu dar continuidade ao trabalho que já sabia fazer.

O sucesso foi tanto que a cerâmica e a porcelana tornaram-se artigos muito comuns e um negócio que prosperou por décadas e carrega pelos anos a memória de muitas famílias.

No Farnel temos um acervo de louças antigas da nossa família, que conservamos e expomos com muito carinho. As louças escolhidas para compor os pratos também são delicadamente escolhidas, compondo a história de nossos pratos e da nossa gastronomia.