Um milhão de ucranianos vivem no Brasil, sendo a maior comunidade da América Latina. Segundo a Representação Central Ucraniano-Brasileira, cerca de 80% deles e de seus descendentes vivem no Paraná. Vindos para suprir a mão de obra no nosso ainda no século XIX, eles deixaram muito de sua cultura na nossa gastronomia!
As características da culinária desta etnia misturam o melhor da cozinha oriental e ocidental, com elementos muito bem definidos: pimentas variadas, sêmola, páprica, cebola, salsinha, cebolinha, nata, dentre outros.
Tendo semelhanças com a culinária polonesa, seus pratos não costumam ser pesados e nem de difícil digestão, massas leves marcam essa cultura. No Farnel servimos o pierogi ao molho de nata como homenagem a esse povo! Essa massa é originária do oeste da Ucrânia e também da Polônia, aqui o recheio é de ricota e batata e com molho de nata temperado com páprica.
Além da gastronomia, os ucranianos marcaram nossa cultura na arquitetura e na arte, principalmente na poesia. Uma de nossas maiores poetisas, Helena Kolody, era filha de imigrantes ucranianos que se conheceram no Brasil.
*Fontes: Representação Central Ucraniano-Brasileira, Gazeta do Povo, Wikipedia e Tudo em Foco.
Desde a emancipação política do Paraná, em 1853, os italianos chegaram para colaborar com a construção da identidade do nosso estado. E a herança deste povo deixou ricos detalhes na gastronomia e costumes paranaenses.
Quem nunca se pegou reunido em família, com todo mundo falando ao mesmo tempo, aquela cena típica do almoço de domingo? Pois essa característica é bastante italiana. O uso de temperos muito comuns em nosso dia a dia também. Salsinha, manjericão, alfavaca, orégano, pimenta do reino e outros condimentos italianos, foram agregados a nossa cozinha.
Impossível falar de comida italiana sem falar de massa! As macarronadas são pratos marcantes nessa cultura. Segundo a Agência Italiana de Notícias, estima-se que cada italiano consuma mais de 25 quilos de espaguete por ano, sendo que os brasileiros consomem menos de 6 quilos!
No Farnel homenageamos essa importante etnia em alguns pratos. Um deles é a massa ao molho pesto. O manjericão é um dos principais temperos dessa massa, a noz pecan com as amêndoas dão um toque especial ao prato! Também com raízes nessa cultura, temos nossa carne de panela com espaguete como opção no menu executivo de sexta-feira.
*Fontes: Agência Italiana de Notícias, The Cities, Sua pesquisa, wikipedia, curitiba-parana.net
Por terem sido nossos colonizadores, os portugueses deixaram grandes marcas na identidade do nosso estado. Arquitetura, costumes e também a gastronomia sofreu bastante influência desse povo, seja em ingredientes, como em preparos!
Quando o navio de Pedro Álvares Cabral chegou ao Brasil, em 1500, a história da nossa gastronomia ganhou um novo capítulo: o de temperos. Segundo informações da rádio E-Paraná, os condimentos portugueses foram agregados à dieta dos povos indígenas e até hoje podem ser vistos em nossa gastronomia. Dentre estes temperos estão uma grande variedade de azeites, folhas e raízes, como cebola, alho, salsa, louro, alecrim, canela, açafrão.
Aqui no Farnel e em todo o Paraná, a maioria desses condimentos é muito presente. Pratos como as iscas de carne e o lombinho acebolados, que estão no nosso cardápio executivo, são exemplos. O louro também é ingrediente muito especial para dar aquele gostinho no feijão. A canela muito utilizada em nossos docinhos e por aí vai.
Inclusive é o tempero que faz com que o sal, grande vilão da pressão, seja adicionado em menor quantidade nos pratos, uma recomendação mundial para melhorar e manter a boa saúde.
O consumo de vinho para harmonizar pratos também é uma herança da colonização portuguesa. Conforme a Revista Adega, as primeiras vinícolas foram implantadas por eles e pelos italianos em São Paulo por volta de 1640 e posteriormente vieram para o Sul do País, inclusive para o Paraná, que atualmente produz ótimos rótulos desta bebida!
Além da gastronomia, esse povo deixou grandes marcas na arquitetura da nossa cidade. Muitas construções do Centro Histórico de Curitiba, onde estamos localizados, tiveram grandes influências da arquitetura portuguesa.
A identidade da gastronomia paranaense é fruto das influências de
diversos povos. Dentre eles, os índios foram os primeiros a construí-la, hoje
falaremos sobre a suas marcas!
Aipim, pinhão, peixe, milho, pirão... todos esses elementos, comuns nas
nossas mesas, já faziam parte da dieta indígena. Os índios paranaenses tinha
uma alimentação super variada e repassaram esses conhecimentos aos tropeiros e
primeiros habitantes do nosso estado, desde o século XVI.
Sua alimentação tinha o aipim com base. Normalmente, eles o processavam
para obter a farinha ou o utilizavam em pirão, com diversos tipos de carnes,
raízes e folhas. O pirão é um prato bastante preparado até hoje, com diversas
adaptações pelo nosso estado; destaca-se o com frutos do mar, no litoral do
Paraná.
Fala-se que até mesmo o nosso prato mais tradicional, o Barreado, teve
influência dessa cultura. O surgimento do prato é polêmico, muitos contam
que os índios carijós o preparavam em
panela de barro, cozinhado em fogo de chão, tampando-o com folhas de bananeira.
Além dos índios, a influência dos
portugueses, alemães, poloneses, italianos e ucranianos também deixaram grandes
traços! Nas próximas postagens falaremos sobre cada uma dessas influências.
Acompanhe nosso blog!
*Dados: Secretaria do Esporte e Turismo do Paraná, estudos da UFPR e Paraná-online.
Cada brasileiro produz cerca de um quilo de resíduos por dia. Deste total, a matéria orgânica representa 51,4%, composta principalmente por sobras de alimentos. Então, que tal aproveitar esses resíduos? Aproveitando essa parte, já reduziríamos a produção de lixo pela metade! A compostagem é uma maneira super simples de reaproveitar as sobras de alimentos. Ela consiste em sintetizar os resíduos orgânicos para o enriquecimento do solo, podendo ser aplicada de diversas maneiras.
FAZENDO UMA COMPOSTEIRA EM CASA
Você vai precisar de uma lixeira pequena para recolher diariamente o material produzido e uma maior, que pode ficar no quintal, para ir depositando os resíduos em camadas, além de terra para alternar as camadas. Sua lixeira para a cozinha deve ter tampa, porque ninguém vai querer atrair bichinhos indesejáveis!
Jogue na lixeira menor todo o material orgânico proveniente do preparo de alimentos incluindo restos de comida, cascas de frutas, legumes e de ovos, pó e filtro de café, dentre outros.
Agora a hora das dicas preciosas: os pelos podem ser aproveitados! Isso mesmo, cabelos que caiam pela cozinha, pelos de animais e tudo que vai direto pro lixo pode ser utilizado. Outra dica é que não é aconselhado colocar carne ou derivados de animais, como leite e queijo, pois durante a decomposição produzem mau cheiro e são os maiores responsáveis por atrair animais. Vale lembrar também que muitos talos e folhas que normalmente descartamos podem ir para o prato, pois são grandes fontes de fibras e vitaminas. Ou seja, avalie bem o que vai ser destinado à compostagem!
Voltando ao processo, na lixeira maior você deve ir alternando camadas de terra e dos resíduos selecionados, para que seu “adubo doméstico” seja de boa qualidade. A cada 2 dias você deve conferir como está o composto, se estiver muito seco deve adicionar um pouquinho de água para facilitar a decomposição.
Voilà! Quando sua composteira estiver cheia é só esperar de dois a três dias e já pode começar a utilizar seu adubo naquele pedacinho de terra. Uma boa ideia que também tem tudo a ver é começar a sua hortinha em casa. Nada melhor do que ter temperos ou até um pé de alface em casa fresquinho, não é mesmo?
No Farnel temos um sistema de compostagem que destinamos todos os resíduos produzidos, fazendo com que 80% dele seja aproveitado. Essa é apenas uma das atitudes que podem ajudar o mundo a ser mais saudável, faça sua parte!
Falaremos hoje sobre um excelente representante da culinária paranaense: o camarão com aipim. O primeiro é um elemento muito frequente no prato dos paranaenses do litoral e nesta receita vem combinado com o aipim, um elemento da terra, e também marcante em diversas partes do Paraná, como no interior.
Essa combinação aprimorada pela chef Gloria Vargas contrasta o gosto forte do camarão com a suavidade do purê de aipim e o toque especial fica por conta do suco de laranja que agrega sabor e um perfume de abrir o apetite.
Uma curiosidade é que esta combinação é comum em várias partes do Brasil. No Norte do país é comum juntar o camarão e o aipim num bobó, espécie de creme, e no Nordeste e no litoral caiçara como moqueca, refogando os pedaços dos dois ingredientes.
Aqui no Farnel o nosso prato caiçara com toques de vovó custa R$47,80. Venha provar!