Um milhão de ucranianos vivem no Brasil, sendo a maior comunidade da América Latina. Segundo a Representação Central Ucraniano-Brasileira, cerca de 80% deles e de seus descendentes vivem no Paraná. Vindos para suprir a mão de obra no nosso ainda no século XIX, eles deixaram muito de sua cultura na nossa gastronomia!
As características da culinária desta etnia misturam o melhor da cozinha oriental e ocidental, com elementos muito bem definidos: pimentas variadas, sêmola, páprica, cebola, salsinha, cebolinha, nata, dentre outros.
Tendo semelhanças com a culinária polonesa, seus pratos não costumam ser pesados e nem de difícil digestão, massas leves marcam essa cultura. No Farnel servimos o pierogi ao molho de nata como homenagem a esse povo! Essa massa é originária do oeste da Ucrânia e também da Polônia, aqui o recheio é de ricota e batata e com molho de nata temperado com páprica.
Além da gastronomia, os ucranianos marcaram nossa cultura na arquitetura e na arte, principalmente na poesia. Uma de nossas maiores poetisas, Helena Kolody, era filha de imigrantes ucranianos que se conheceram no Brasil.
*Fontes: Representação Central Ucraniano-Brasileira, Gazeta do Povo, Wikipedia e Tudo em Foco.
Por terem sido nossos colonizadores, os portugueses deixaram grandes marcas na identidade do nosso estado. Arquitetura, costumes e também a gastronomia sofreu bastante influência desse povo, seja em ingredientes, como em preparos!
Quando o navio de Pedro Álvares Cabral chegou ao Brasil, em 1500, a história da nossa gastronomia ganhou um novo capítulo: o de temperos. Segundo informações da rádio E-Paraná, os condimentos portugueses foram agregados à dieta dos povos indígenas e até hoje podem ser vistos em nossa gastronomia. Dentre estes temperos estão uma grande variedade de azeites, folhas e raízes, como cebola, alho, salsa, louro, alecrim, canela, açafrão.
Aqui no Farnel e em todo o Paraná, a maioria desses condimentos é muito presente. Pratos como as iscas de carne e o lombinho acebolados, que estão no nosso cardápio executivo, são exemplos. O louro também é ingrediente muito especial para dar aquele gostinho no feijão. A canela muito utilizada em nossos docinhos e por aí vai.
Inclusive é o tempero que faz com que o sal, grande vilão da pressão, seja adicionado em menor quantidade nos pratos, uma recomendação mundial para melhorar e manter a boa saúde.
O consumo de vinho para harmonizar pratos também é uma herança da colonização portuguesa. Conforme a Revista Adega, as primeiras vinícolas foram implantadas por eles e pelos italianos em São Paulo por volta de 1640 e posteriormente vieram para o Sul do País, inclusive para o Paraná, que atualmente produz ótimos rótulos desta bebida!
Além da gastronomia, esse povo deixou grandes marcas na arquitetura da nossa cidade. Muitas construções do Centro Histórico de Curitiba, onde estamos localizados, tiveram grandes influências da arquitetura portuguesa.
Muitas vezes, ao comermos, deixamos alguns belos detalhes passarem
despercebidos, como a louça que utilizamos durante as refeições. Na matéria de
hoje falaremos sobre a história da cerâmica no nosso estado.
HISTÓRIA
Muito antes do Brasil ser colonizado, os índios já
fabricavam utensílios como jarros e pratos para armazenar e acomodar alimentos. Nesta época o material utilizado era barro
e argila.
A cerâmica surge no Brasil se uma data precisa em nossa história, mas sabe-se que ao sermos colonizados, esse material tornou-se herança nas
famílias brasileiras. Inclusive até hoje é costume presentear noivos com
cerâmicas diversas para a casa, e essas louças são repassadas de geração em
geração.
NO PARANÁ
Em nosso Estado duas cidades fazem parte da história da cerâmica no Brasil. Apesar de hoje Campo Largo ser conhecida como a capital da louça, foi a cidade de Colombo que recebeu primeiramente o título, pelo menos 40 anos antes. Não se sabe ao certo a data em que as porcelanas começaram a ser fabricadas no Paraná, mas acredita-se que elas surgem na década de 1880 trazidas por um imigrante italiano que encontrou por aqui a matéria-prima, o caulim (tipo de argila branca) e conseguiu dar continuidade ao trabalho que já sabia fazer.
O sucesso foi tanto que a cerâmica e a porcelana tornaram-se artigos muito comuns e um negócio que prosperou por décadas e carrega pelos anos a memória de muitas famílias.
No Farnel temos um acervo de louças antigas da nossa
família, que conservamos e expomos com muito carinho. As louças escolhidas para
compor os pratos também são delicadamente escolhidas, compondo a história de nossos pratos e da nossa gastronomia.
Hoje, Dia do Amigo, falaremos sobre a combinação amiga do prato brasileiro: arroz e feijão. Presente na maioria das nossas refeições, é uma mistura saborosa e super nutritiva!
HISTÓRIA
A dupla é uma combinação legitimamente brasileira. O arroz veio
com os portugueses e foi combinado com o feijão, que era um dos alimentos que fazia
parte da dieta dos índios, juntamente com farinha. Os escravos também costumavam consumir feijão em todas as refeições.
Dizem que Dom João VI
foi o primeiro que apreciou e popularizou a mistura no Brasil!
VALOR NUTRITIVO
Eles se completam! Os aminoácidos
que um não tem o outro possui. Estima-se que um prato de arroz com feijão
garante a absorção de mais de 80% da sua proteína.
O arroz é uma rica fonte
de carboidratos, vitaminas, inclusive as do complexo B e sais minerais. Além
das mesmas vitaminas do arroz, o feijão colabora com o funcionamento do sistema
nervoso, durante o crescimento de crianças e adolescentes e na restauração de
tecidos.
De terça a sexta você encontra esses amigos da nossa saúde em pelo menos
uma das opções do nosso menu executivo!
Com o propósito de divulgar a música brasileira de raiz, com herança africana, indígena e europeia, a música popular brasileira conquistou o mundo há mais de um século!
Sua composição é bastante complexa, com influências desde o lundu, ritmo africano com batidas e caráter sensual, e a modinha, música portuguesa melancólica e romântica. O samba e a música sertaneja também fazem parte de sua composição.
Um dos grandes marcos que se tem história na MPB foi a música “Abre Alas” de Chiquinha Gonzaga, em 1899. Após esse, em 1917, Ernesto dos Santos, o Donga, compõe o primeiro samba que se tem notícia, o “Pelo Telefone”.
Apesar de portuguesa, Carmen Miranda levou a música popular brasileira para o mundo. Em 1935 participou do filme da disney “
Alô, Alô, Brasil”, no qual cantou com o papagaio Zé Carioca. Daí em diante a MPB ganhou diversos ritmos, estilos e gêneros!
Atualmente entendemos como música popular brasileira um conjunto das manifestações musicais produzidas por brasileiros, em língua portuguesa e que possuam abrangência nacional, não puramente regional.
No Festival de Inverno do Centro Histórico já realizamos a Noite com Música Brasileira e neste sábado, 18 de julho, faremos no Farnel o Almoço com Música Brasileira, com a presença dos músicos Rodrigo Ribeiro e Roberto Donato.O evento começa às 12h30, sendo cobrado couvert artístico no valor de apenas R$5,00, participe!