Quando cozinhamos, nos vêm à lembrança alguns pratos que
experimentamos ao longo da vida. Muitas vezes nos espelhamos em nossos pais,
avós e familiares. A memória gustativa da nossa chef Gloria Vargas é rica dessas referências.
Segundo ela, o seu doce de leite, que é louco de bom, tem como norte o doce de
um homem que significou muito para ela: seu avô paterno.
Confira a memória que ela tem do doce do vovô:
“Tenho referências de alguns homens na cozinha...
Meu avô paterno, com o qual pouco convivi pela distância
que naquele tempo, deixou uma lembrança inscrita na minha memória gustativa:
seu doce de leite. Era muito bom mesmo!
Feito em fogão à lenha, em panela de ferro, com leite recém
tirado e açúcar. A mistura ficava sobre a chapa do fogão durante,
aproximadamente, seis horas. O doce ficava cor de caramelo e era grumoso.
Simplesmente divino! Por mais que eu tenha tentado fazer igual... o leite, a
panela, o fogão e o saber não são os mesmos...”
Parece que tudo dos nossos avós é mais gostoso, não é mesmo?
No Farnel dá pra saborear um pouquinho dessa memória tão significante nos
nossos doces de colher, que além de doce de leite têm mais cinco opções:
chocolate, coco, abóbora, café e amendoim!
Falaremos hoje sobre um excelente representante da culinária paranaense: o camarão com aipim. O primeiro é um elemento muito frequente no prato dos paranaenses do litoral e nesta receita vem combinado com o aipim, um elemento da terra, e também marcante em diversas partes do Paraná, como no interior.
Essa combinação aprimorada pela chef Gloria Vargas contrasta o gosto forte do camarão com a suavidade do purê de aipim e o toque especial fica por conta do suco de laranja que agrega sabor e um perfume de abrir o apetite.
Uma curiosidade é que esta combinação é comum em várias partes do Brasil. No Norte do país é comum juntar o camarão e o aipim num bobó, espécie de creme, e no Nordeste e no litoral caiçara como moqueca, refogando os pedaços dos dois ingredientes.
Aqui no Farnel o nosso prato caiçara com toques de vovó custa R$47,80. Venha provar!
Sabia que o nome do nosso restaurante faz parte da história
da culinária do Paraná? Na matéria de hoje iremos contar como ele surgiu e seus
significados.
HISTÓRIA
Antigamente as viagens eram muito longas e os recursos dos viajantes, poucos. Por isso eles levavam consigo tudo que era necessário para suas jornadas, seja a cavalo, de trem ou qualquer outro meio.
Para a alimentação, era muito importante que os ingredientes tivessem grande durabilidade. Foi aí que o termo Farnel aparece na nossa história pela primeira vez. Farnel era o recipiente de pano ou de couro que os viajantes costumavam levar suas refeições. Ele também era conhecido como bornal, bruaca, entre outros.
Neste Farnel um dos pratos mais levados era o frango. Acompanhado de farinha, essa proteína vinha bem protegida no recipiente e enfrentava os longos dias de viagem.
As famílias, que transportavam comida em dias de lazer também utilizavam a mesma técnica, mas com o lanche envolto em uma toalha, que auxiliava no aquecimento e transporte.
Com o passar do tempo, como o frango era o principal ingrediente da maioria dos farneis, o termo Farnel começou a ser relacionado ao prato que levava essa proteína com farinha e alguns outros ingredientes.
Além de ser um elemento tipicamente paranaense, da nossa história tropeira, o farnel também influenciou a cultura de estados como Minas Gerais, Nordeste e alguns da região Nordeste, pois contam que o farnel é a origem do cuscuz, outra iguaria gastronômica do nosso País.
No "nosso Farnel" você encontra o Farnel de Frango, Paçoca de Carne e muitas outras receitas que homenageiam a
culinária paranaense. Nosso Farnel de Frango conserva os traços característicos da receita original preparada há várias gerações e ainda tem o toque que só a chef Gloria sabe resultando em um sabor inigualável!
Cada região do Brasil tem peculiaridades em seus alimentos e pratos típicos, fazendo com que a gastronomia brasileira tenha uma culinária muito rica, com inúmeras variações de preparo, temperatura e aparência.
Conforme a criatividade dos cozinheiros, pratos foram e são criados para atender as demandas de sua região. No Norte, por exemplo, onde é muito úmido e quente, abusa-se muito do consumo de frutas e de bebidas tropicais. Para aguentar o calorão que faz por lá, só bebendo muito suco! Em contrapartida, a seca do sertão nordestino resultou no preparo da carne seca, alimento típico da região.
Já aqui na região Sul, devido ao frio rigoroso que faz durante o inverno, os pratos quentes foram pensados para enfrentar os tempos gelados. Daí surgiu a marca registrada do nosso estado na gastronomia brasileira, o suculento barreado, que já era servido em festas típicas há mais de 300 anos.
Devido a toda essa tradição, o barreado do Farnel é um dos pratos mais pedidos da casa. Não é à toa que o nosso barreado seja um dos mais comentados e bem avaliados de Curitiba!